Chão de Couce

Chão de Couce, freguesia que pertence ao Concelho de Ansião do distrito de Leiria, no Centro de Portugal. Localizada no sopé da serra da Nexebra, facilmente acessivel por estrada IC8 (Pombal-Castelo Branco) ou IC3 (Tomar-Condeixa).

Brasão de Chão de Couce
 
Brasão de Chão de Couce

É constituido por um escudo de ouro, um castanheiro arrancado de verde e frutado de prata, entre uma paleta de pintor vermelho, com pincel de sua cor em chefe e um monte de três cômoros de verde, em campanha. Possui coroa mural de prata de quatro torres e um listel branco onde sobressai a legenda "Chão de Couce". Relativamente à bandeira da freguesia, ela é esquartelada de verde e amarelo e tem cordão e borlas de ouro e verde numa haste e lança de ouro.

 

Um pouco de história

Chão de Couce foi sede de concelho até 1855. Foi primeiro da Coroa, depois da casa dos marqueses de Vila Real voltando mais tarde para a Coroa, que a doou à Casa do Infantado, onde esteve até 1834.
Do povoamento inicial de Chão de Couce, não há grandes vestígios. A topografia da freguesia, juntamente com o topónimo castelo, que designa um planalto situado entre o lugar da Cabeça Redonda e o Camporês, indicam a existência de um castro em tempos remotos.
Da romanização, ficou um dos marcos da impressionante rede viária deixada pelos romanos, a via de Conimbriga a Sellium, e cujo traçado passava muito perto da freguesia sendo visíveis alguns vestígios na zona entre a Tojeira e o Pontão, com um troço de calçada. Os marcos miliários que surgiram assim o comprovam.

Chão de Couce é por diversas vezes referida em prestigiosas páginas de literatura histórica coeva. Pela sua posição estratégica, era ponto de passagem daqueles que percorriam a estrada entre Coimbra e Tomar. A sua impotância ficou demonstrada quando D. Fernando, sabendo da intenção de Castela de invadir Portugal, delineou a seguinte defesa: "pera lhe teer o caminho em huum grande e espaçoso campo, seis lagoas de Coimbra comtra Lixboa, omde chamam o Chaão do Couce, omde se todos acordavam que era bem de o esperar."
 

Durante a crise de 1383/85, Chão de Couce superou-se. Fez ouvir a sua voz e deu um claro apoio ao Mestre de Aviz, que seria eleito rei no fim da contenda. É uma prova da importância da localidade e do ardente espírito que a animava naquela época.
Chão de Couce teve foral com título de vila passado pelo rei D. Manuel em 12 de Novembro de 1514. O documento menciona claramente "a villa de Couce" e, em seguida, "os outros seus comarcados e anexos". Eram eles Avelar, Pousaflores, Aguda e Maçãs de Dona Maria. Daí o nome de "Cinco Vilas" que costuma ser dado a esta zona, cuja cabeça e núcleo de unidade era Chão de Couce, como o comprova o foral.

 

Monumentos

Da história de Chão de Couce, ficaram factos e monumentos. Destes, ressalta a Quinta de Cima e a igreja matriz.

 

Quinta de Cima

 

 

O mais antigo documento conhecido que se refere a Chão de Couce é relativo à doação da Quinta de Cima, propriedade dos primeiros reis de Portugal, que D. Afonso III fez a D. Constança Gil, dama da rainha D. Leonor. Esta dama doou-a a seu sobrinho, D. Martim Gil de Sousa, 2º conde de Barcelos, que a legou ao Mosteiro de Santo Tirso.

A Quinta de Cima, foi cobiçada por muitos poderes e até pela coroa. Pelo que consta, esta quinta era tão grande, que o próprio abade e o Mosteiro de Santo Tirso, que a trocaram pelos lugares de Ardazude e Vila Verde (próximo de Tentúgal), se desculparam por esse facto. Alegaram que o faziam por estar longe e não a poderem grangear, como também "por todas as suas propriedades serem danificadas pelos fidalgos que nelas se iam meter."

 

 

 

 

De mão em mão, passou em 1541 para o conde de Vila Real, em 1641 para a coroa (por confisco da casa de Vila Real), depois e até 1834 na Casa do Infantado. Na Quinta de Cima, propriedade particular desde o séc. XIX, conserva-se ainda o solar dos marqueses de Vila Real, reformado durante o séc. XVIII. No entanto, resume-se, hoje, a uma residência rural, embora o bom gosto dos seus proprietários a tenha recheado de algumas obras de arte contemporâneas. Com bons terrenos de cultura, captação de águas de rega e outros apetrechos agrícolas, não dá qualquer sugestão da imponência da antiga moradia rural.

 

      


 

 

 

Igreja Matriz

 

Na cave, coberta por um tecto de madeira de três planos, tem quatro altares laterais, debaixo de nichos, com imagens modernas e dois colaterais.
 

Num destes, o do lado da epístola, está um Santo Antão, escultura de pedra do séc. XVI, medindo 0,625. A capela-mor é coberta, também, de um tecto de madeira, em caixotões, com rosetas doiradas. Tanto a nave como a capela-mor são decoradas com azulejos de figuras, a azul, assinados por Mário Reis, constituindo na nave um simples silhar e na capela-mor um revestimento completo até à sanca. Ao alto da fachada exterior há, ainda, dois registos de azulejos modernos da mesma autoria. Num nicho da capela-mor, vê-se uma imagem da Virgem, escultura de pedra, quinhentista, sem pintura, medindo 1,160.

 

 

 

 

 

O retábulo do altar-mor é de José Malhoa, feito em 1933 e oferecido pelo mesmo. Representa Nossa Senhora da Consolação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A nova igreja foi inaugurada em 23 Novembro de 1930 e mantinha a antiga torre do lado direito. Só mais tarde na década de 50 e pelo Padre Manuel Maria Gaspar Furtado, seria construida a actual Torre da Igreja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

        Fonte junto à igreja 

 

 

                          Quinta da Rosa

 

                

  Pelourinho e Antiga Farmácia

 

Serra da Nexebra  

Serra da Nexebra

 

 Associação

 

 Escolas

 

Lugares da freguesia

É de referir os seguintes lugares da freguesia:
 

  • Serra de Mouro
  • Quinta de Baixo
  • Moitas
  • Pedra do Ouro
  • Ponte de Freixo
  • Pontão
  • Serrada da Mata
  • Furadouro
  • Ameixieira

 
 

Património Cultural

  • Igreja Matriz
  • Quinta de Cima
  • Quinta da Rosa
  • Pelourinho
  • Fundação D. Fernanda Marques
  • Centro Pastoral da Região Sul da Diocese de Coimbra


 

Capela Serra de Mouro (Santo Antonio)

 

Capela Pedra do Ouro (S. Jorge)


 

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